sábado, 3 de dezembro de 2016

Amigos brotam


Não escolho amigos pelo lugar que eles moram

Escolho pelo brilho nos olhos pelo sorriso

Pela música que eles cantarolam.

Desde bem menina

Eu não escolho meus amigos pelo lugar que eles moram

Na verdade eu nem escolho eles brotam no caminho.

Gosto dos irrequietos como eu

Dos que dançam e pulam quando estão felizes
Que gostam de tocar a pele do outro.

Amizade é na verdade Amor

E amor é assim cego de olho e luneta de alma

Amor é o tecido que tudo repara

De câncer a topada

Acredito que sou tão de lá que o que não levo, não temo perder

Meu corpo é casa de mim
E se ele um dia for mártir
Que seja

Eu sigo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Poesiando


Ái de mim se não me ocorre a poesia, esparadrapo da alma

Quando me vir sedenta por uma pena pode estar certo estou em apuros da alma, do bolso, ou dos dois.

No mais vivo em poesia, poesia dos rostos, dos sons, do toque, das letras, dos movimentos... vejo beleza e poesia em todas as expressões até mesmo muitas daquelas que seriam feias a olhos desatentos.

Quem tem uma amiga poesia que se deita sobre suas mãos vez em quando tem um tempero único na nutrição da Vida.

Eu poesia
Tu poesias
Ele poesia
Nós poesíamos
Vós poesieis
Eles poesiam
Ah! Este pretérito imperfeito...
 
ivoninha
som de frequência relaxante ouça poesiando...
 

sábado, 22 de outubro de 2016

Natureza de flor

Magnólia branca



Não é, pois preciso dizer às flores, já que estas estão repletas de perfume.

Dizer, pois sim àquelas que desbotaram seus aromas, esquecidas de sua natureza de flor.
ivoninha

terça-feira, 19 de julho de 2016

Rosa Pedra



Um dia ganhei uma pedra ...
Ganhei da minha irmã...
E ela foi morar comigo.

Morou, morou, morou...
Companheira viajou onde fui...
Tanto amor por rosa tenho...
Rosa cor, rosa flor e rosa pedra.

Um dia no agora...
Fui parada num caminho por outra pedra...
Da bela cor azul...
E veio morar comigo...
Agora em casa... sou eu, rosa e rosa e azul...
Vai-me dizer que é a toa...
As pedras nos caminhos...  


Dedicada a minha irmã Mônica

terça-feira, 3 de maio de 2016

Mell



Das cobertas quentes e macias que me envolviam num falso acolhimento a fugaz madrugada me
trouxe teu perfume

Procurei teu rosto e teu cabelo perto de mim e não encontrei

Percorri ruas, avenidas e areias do passado num vazio cinza quando você, sua doçura e perfume invadiam meus dias e tudo ficava bom

mesmo em tempos onde a cama era dura e fria recebendo do telhado o suor do sereno, da janela rude as frestas assoviavam maresia e da soleira da porta raios de luar de tantas estações.

Filha que meu amor possa te servir de cobertor em noites frias vindas de relações desumanas, e de frescor nos sóis dos verões de alegrias.

Te amo livre e eternamente e basta ver teu olhar sereno, ainda que numa fotografia para tudo se acalmar em mim, mesmo após as artimanhas de uma madrugada fria.



Pra minha filha Ananda Mell

domingo, 24 de abril de 2016

Afago


Por favor, não desista de você – me disse ele...

E numa supressão do tempo um silêncio profundo se fez dando espaço a um túnel entre vozes e sombras num escanear de memórias onde outro momento igual não encontrei.

Dessa forma concluí – corriqueiras foram as tentativas opostas – mas mesmo assim fazendo as contas entre o prazer de ser eu somado a – uma frase única despida de egoísmo – fecho as contas no azul!

Até Djavan disse – vem me fazer feliz porque te amo – expressando um poético egoísmo...

ivoninha

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tempo do és.


Quem pensa que és para julgar um ladrão...
Recorda os sonhos que roubaste daquele a quem tu eras 
única alegria a fim de buscar teus próprios gozos?
Tu te tomas em tão grande conta que ignora aqueles cujo rumo dos dias desnorteou os delicados sistemas de energia?
Esquecestes por certo das noites que não conciliava o sono com teus pesares de planos desfeitos.
Quem pensa que és para julgar um assassino...
Lembra então quantas mortes já causou.
Não ria pensando estar de rima em rima.
Pois você ao pisar no solo mata milhares num só momento daqueles que cruzaram teu caminho.
Ah humanidade tão ambígua e pouco equânime.
Retira do ouvido a música que editas com memória falha.
Escutando enfim o som da Vida.

Ivoninha